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segunda-feira, 21 de maio de 2012

A falta de coerência da bíblia


A falta de coerência da bíblia

Existem vários assuntos a serem questionados pra mostrar a fragilidade e a falta de coerência da bíblia. A história de Adão e Eva tenta explicar tudo o que aconteceu e como começou a humanidade. Mas se analisado de maneira lógica essa história deixa muitas questões essenciais sem resposta. Analisando a narração do Éden, Deus fez o ser humano perfeito e deveria ser a prova de erros e de pecados. Como pecou, isso mostra que a criação de Deus era imperfeita? Agora não me venha com essa estória de livre arbítrio e que humanos não são robôs, que a perfeição era só em relação ao corpo físico e a saúde.



Supondo que Deus seja perfeito, Ele não pode errar, não pode falhar, por ser onisciente, e pode saber tudo que quiser? Voltando ao Jardim do Éden, levando-se em conta a onisciência de Deus, se pararmos pra pensar em quem teria sido o responsável pelo desastre nos planos Dele, parece que o principal culpado é o próprio Deus.

Segundo as escrituras, Deus sabia muito bem das intenções daquele anjo, ou pelo menos poderia ter sabido se quisesse. Deus também sabia que a mulher era inocente e poderia ser facilmente enganada. Ele sabia que Adão poderia facilmente sucumbir ao amor por Eva e não aceitar suportar a dor de vê-la morrer sozinha por ter pecado. Deus com todo o seu poder de prevenir tudo isso, e com tantos outros anjos para cuidar do paraíso, escolheu justamente um querubim propenso a más intenções, errou em advertir a mulher de modo eficaz ou de instruir o homem de modo apropriado para que ele pudesse advertir sua esposa, ou também poderia, se quisesse, ter percebido que o homem não conseguiria advertir a mulher eficientemente, para que ele mesmo tomasse a iniciativa de fazer isso da maneira devida. Como pode os planos de um deus supostamente sábio, ter sido tão fragilmente arquitetado? Como pode os planos de um deus supostamente sábio, ter resultado neste desastre, onde a grande maioria de suas criaturas será condenada? Diante de uma história tão mal contada, como se pode acreditar que isso foi verdade? Existe algo palpável ou inquestionavelmente lógico que este livro possa me apresentar? É ensinado pela bíblia que Deus é onisciente e que ele pode saber o futuro se quiser? Ele poderia ter providenciado de antemão as soluções perfeitas para cada uma destas falhas, mas não o fez, por que? Falhou? Não quis fazer? Poderia fazer tudo tão melhor, mas não quis? Ou não quer se preocupar com seres tão insignificantes como nós? Ele falhou ou não se importou? Ou será que não devemos nos perguntar, se essa não é uma história ardilosamente criada por clérigos para dominar as massas ignorantes? Será que isso não foi uma artimanha muito experta de Moisés, que percebendo a capacidade humana de questionar as coisas, tratou de habilmente atribuir a um Satanás essa capacidade de questionar? É bom pensar nisso, pois as perguntas fundamentais são: Deus falhou e foi imperfeito, ou Ele não se importou e foi desamoroso? E é justo cobrar as conseqüências desse desastre de pobres, tolos e limitados seres humanos? Quem tinha as melhores condições para evitar toda essa bagunça, mas não tomou qualquer providência preventiva? É realmente justo colocar a culpa no desorientado homem, sendo que o próprio Jeová, todo sábio e todo poderoso, não providenciou qualquer prevenção para as falhas do paraíso?”– A isso alguns falam que Jeová providenciou o resgate de Jesus. Você pode dizer que isso não foi uma prevenção, foi apenas uma remediação. A Tentativa de Deus em Consertar o Desfecho Trágico de Seus Planos pro Paraíso Está à Altura do Tamanho do Desastre? O que fará com que estas perguntas fiquem apenas na promessa de serem respondidas de modo satisfatório.
        Ainda sobre Adão e Eva, eles sempre falam da hipótese de que Jeová poderia tê-los destruído logo que pecaram e como foi amoroso Ele não ter feito isso, e da questão de se seria possível o homem ser bem sucedido em governar a si próprio, ou se o homem seria fiel ou não a Jeová. Perceba que essas questões tratam-se de um subterfúgio, uma forma de desviar a atenção da pessoa da primeira e principal questão a ser observada na narrativa do Éden, que é a seguinte: Jeová sabia o que iria acontecer, ou não sabia? O problema nisso é que, se Jeová sabia tudo o que iria acontecer, isso significa que todo o seu projeto foi uma grande injustiça, porque Ele sabia que a esmagadora maioria iria se dar mal, e mesmo assim o “fato” de Ele saber disso não o fez mudar de idéia nem mesmo para fazer algumas mudanças em seus planos de modo a tudo dar certo. Já numa situação inversa, supondo-se que Jeová não sabia o que iria acontecer, isso significaria que Ele não sabia o que estava fazendo, agindo como um completo inconseqüente, sem ter a preocupação de se isso iria causar sofrimento e mortes. Nesse caso, os planos de Jeová teriam sido um completo desastre, já que uma pequeníssima parcela de suas criaturas teria a chance de sobreviver; resumindo, no mínimo, isso faria de Jeová um completo inconseqüente e desastrado. Essa história se torna ainda mais absurda quando você considera o fato de que foi o próprio Jeová quem colocou o objeto de tentação (fruto proibido) no paraíso, dando a entender que todo o desastroso desfecho foi mesmo planejado intencionado por Ele.
        Recapitulando, como já vimos, alguns deles dizem que Jeová pode prever o futuro, mas que Ele só o faz quando quer. Então, já que há mais uma possibilidade, vamos analisar a questão de Adão e Eva sob essa hipótese também. Nesse caso, a situação de Jeová torna-se ainda pior, pois se fosse assim, Ele teria todas as condições de antever quaisquer eventualidades e planejar antecipadamente as soluções perfeitas pra que tudo desse certo e mesmo assim não o quis fazer! O que não lhe custaria nada, mas não o fez. Sendo assim, isso demonstraria que para Ele, a felicidade de todos não lhe importava tanto, ou então que Jeová não era tão sábio assim, pois vacilou em antever os devastadores transtornos em seus planos. Raciocinando dentro do contexto da narrativa do Éden, em qualquer hipótese, toda a responsabilidade e culpa cairiam sobre Jeová.

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