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segunda-feira, 21 de maio de 2012

A NAVALHA DE OCCAM


A NAVALHA DE OCCAM
O método conhecido como "Navalha de Occam" postula, in nuce, o seguinte: "Não se deve aumentar, além do necessário, o número de entidades requeridas para explicar qualquer coisa."
A navalha de Occam é um princípio lógico atribuído ao filósofo medieval William de Occam (ou Ockham). O princípio afirma que não se deve fazer mais pressuposições do que o mínimo necessário. Este princípio é amiúde chamado de "princípio da parcimônia". Ele subjaz a toda a criação de modelos científicos e a construção de teorias. Ele nos adverte para escolher, dentre um conjunto de modelos equivalentes de um dado fenômeno, o mais simples. Em qualquer modelo dado, a navalha de Occam nos ajuda a "barbear" os conceitos, variáveis ou construtos que não sejam realmente necessários para explicar o fenômeno. Fazendo isso, o desenvolvimento do modelo tornar-se-á muito mais fácil, e há menos chance de introdução de inconsistências, ambigüidades e tautologias.
Embora o princípio possa parecer um tanto trivial, ele é essencial para a construção do modelo devido ao que é conhecido como a "subdeterminação de teorias por dados". Para um dado conjunto de observações ou dados, sempre existe um número infinito de modelos possíveis que expliquem esses mesmos dados. Isso ocorre porque um modelo normalmente representa um número infinito de casos possíveis, dos quais os casos observados são apenas um subconjunto finito. Os casos não observados são inferidos postulando-se regras gerais que abranjam tanto as observações reais quanto as potenciais.
Por exemplo, através de dois pontos de dados em um diagrama sempre é possível traçar uma linha reta, e induzir que todas as observações posteriores recairão sobre essa linha. Entretanto, também é possível traçar uma variedade infinita das mais complexas curvas passando através desses mesmos dois pontos, e essas curvas se encaixariam da mesma forma nos dados empíricos. Apenas a navalha de Occam, neste caso, orientaria a escolha da relação "reta" (i.é., linear) como melhor candidata ao modelo. Um raciocínio semelhante pode ser feito para n pontos de dados sobre qualquer tipo de distribuição.
A navalha de Occam é especialmente importante para modelos universais como, por exemplo, aqueles desenvolvidos na Teoria Geral dos Sistemas, na Matemática ou na Filosofia, porque aí o domínio do sujeito possui complexidade ilimitada. Iniciando-se com alicerces muito complicados para uma teoria que abranja potencialmente o universo, as chances de obtenção de qualquer modelo gerenciável são realmente muito pequenas. Além disso, o princípio é, às vezes, a única diretriz remanescente ao se entrar em domínios de nível de abstração tão alto que nenhum teste ou observação concreta possa escolher entre os modelos rivais. Na criação matemática de modelos de sistemas, o princípio pode ser tornado mais concreto na forma do princípio da maximização da incerteza: a partir dos seus dados, induza o modelo que minimize o número de pressuposições adicionais.
Este princípio é parte da epistemologia, podendo ser motivado pela exigência de máxima simplicidade de modelos cognitivos. Entretanto, sua significatividade pode ser estendida à metafísica, se for interpretada como dizer que modelos mais simples têm mais probabilidade de estar corretos do que modelos complexos, ou, em outras palavras, que a "natureza" prefere a simplicidade.
Extraído de : http://members.xoom.virgilio.it/odialetico/filosofia/sobredeuses.htm

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